Brasil Avança na Ciência e Traz Novas Esperanças para o Tratamento da Apraxia de Fala na Infância
O Brasil alcança marcos científicos inéditos no tratamento da Apraxia de Fala na Infância, com a versão brasileira do método ReST e a descoberta de 18 novos genes associados ao transtorno.

O Brasil consolidou sua posição de destaque na vanguarda das pesquisas sobre a Apraxia de Fala na Infância (AFI). Em 2025, novos marcos científicos foram alcançados, unindo o desenvolvimento de tratamentos gratuitos e descobertas genéticas inéditas. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade de São Paulo (USP) apresentaram avanços que prometem mudar a realidade de milhares de famílias, oferecendo diagnósticos mais precisos e métodos de reabilitação mais eficazes para crianças que enfrentam dificuldades motoras na fala.
Método ReST: Tratamento Brasileiro com Reconhecimento Internacional
Um dos grandes destaques do ano foi a apresentação da versão brasileira do método Rapid Syllable Transition Treatment (ReST), conduzida pela Profa. Dra. Aline Mara de Oliveira, da UFSC. O trabalho ganhou visibilidade internacional em um congresso nos Estados Unidos, onde recebeu elogios da professora Patricia McCabe, uma das maiores autoridades mundiais no tema. Segundo McCabe, o Brasil está em "excelentes mãos" com a nova abordagem.
O tratamento, adaptado para o português brasileiro, foi disponibilizado gratuitamente no site da UFSC, permitindo que profissionais de todo o país possam colocar em prática técnicas modernas e validadas cientificamente.
Descobertas Genéticas Inéditas na USP
Na frente da investigação genética, o Centro de Estudo do Genoma Humano da USP trouxe revelações fundamentais. Uma pesquisa coordenada pela geneticista Dra. Maria Rita Passos Bueno analisou 93 crianças brasileiras e identificou 18 novos genes causadores da Apraxia de Fala na Infância. Com esse estudo, o número de genes conhecidos e associados ao transtorno saltou de 38 para 56.
Essa descoberta é um passo decisivo para entender as raízes biológicas da condição, o que pode facilitar a identificação precoce e o desenvolvimento de terapias mais específicas no futuro.
O Papel da Abrapraxia
A Associação Brasileira de Apraxia de Fala (Abrapraxia) teve um papel essencial nesses avanços, apoiando financeiramente parte das pesquisas genéticas. Além do investimento em ciência, a entidade atua fortemente na conscientização sobre o transtorno. No Brasil, a apraxia ainda sofre com o problema do subdiagnóstico, o que muitas vezes retarda o início do acompanhamento adequado. A atuação da associação busca informar pais e profissionais de saúde para que os sinais da AFI sejam percebidos o quanto antes, garantindo melhores resultados no desenvolvimento das crianças.
Um Futuro Promissor para as Famílias Brasileiras
Essas conquistas mostram que a união entre universidades públicas e instituições de apoio está colocando o Brasil na liderança do tratamento da apraxia. Com o acesso gratuito a novos métodos e uma compreensão mais profunda da genética, o país caminha para reduzir as barreiras de comunicação enfrentadas por essas crianças. O cenário atual reforça a importância da ciência nacional para transformar a vida de famílias que buscam, acima de tudo, dar voz aos seus filhos.
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